A virada de ano costuma vir acompanhada de listas: livros para ler, metas para bater, hábitos para mudar. Mas, ao olhar para o horizonte de 2026, a pergunta que ecoou na minha mente não foi "o que", mas "como". Diante de uma rotina cada vez mais mediada por notificações, senti a necessidade de silenciar o ruído externo para reencontrar a minha própria voz como leitora.
Memória de menina, de Annie Ernaux, me fez companhia nos últimos meses. Foi uma leitura que me acompanhou em uma viagem pelo litoral do Nordeste e se estendeu ao longo de dezembro, quase como se o próprio tempo da leitura dialogasse com o movimento de retorno e insistência que estrutura o livro. Publicado no Brasil pela editora Fósforo, o livro integra o vasto conjunto de textos "memorialísticos" da autora, e recebi em parceria com a editora.
Como fã de thrillers psicológicos, confesso que A empregada, de Freida McFadden, entrou no meu radar com certa desconfiança. Não apenas pelo sucesso estrondoso do livro, mas porque, ao ler a sinopse, já imaginei que estava diante de algo muito próximo de Verity, da Colleen Hoover. Um livro que também vai virar filme e que, apesar do hype, não me agradou nem um pouco. Ainda assim, resolvi dar uma chance à A empregada, e hoje falarei não só sobre o livro, mas também sobre o filme, que assisti hoje em primeira mão na cabine de imprensa, a convite da agência Espaço/Z.
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Lamparina: a nova newsletter da Fósforo para quem ama clubes de leitura
Se você faz parte de um clube do livro, ou mesmo se é quem puxa as conversas, organiza as reuniões e pensa nas próximas leituras, saiba que a Fósforo tem uma novidade feita sob medida para você: a Lamparina, sua nova newsletter trimestral, criada especialmente para organizadores e mediadores de clubes de leitura.